quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010


A primeira escola brasileira de cultura gay é um dos 300 projetos culturais financiados por Estado e União
A primeira escola brasileira de cultura gay, situada em Campinas, um dos 300 projetos culturais financiados por um convênio firmado entre o Estado e a União, já definiu a lista de 60 alunos que, a partir de março, vão formar as primeiras turmas do curso de dança, web TV e fanzine. Os jovens classificados, com idade entre 14 e 30 anos (que devem confirmar a matrícula até no próximo dia 6, sábado), estão relacionados no www.e-jovem.com , página virtual onde cerca de 2 mil adolescentes campineiros difundem o respeito à diversidade sexual. A seleção foi feita a partir de uma lista com 120 inscritos, do Brasil todo. Com isso, além de preencher todas as vagas, a escola já tem uma fila de espera de 60 alunos.
Cada turma terá 20 alunos, e as aulas serão semanais (aos sábados). Cada aula vai ter três horas de duração. Para combater o preconceito, o objetivo do grupo é oferecer atividades inclusivas, abertas a adolescentes de qualquer orientação sexual. Tanto é que, entre os 60 classificados, há alunos heterossexuais. Todos eles estão recebendo, por e-mail, o aviso da classificação e sendo orientados sobre onde e como entregar a documentação necessária. A direção do e-jovem não divulga, publicamente, o nome completo de nenhum deles. Também são preservados os nomes dos professores já escolhidos, ou dos que ainda se inscrevem para ministrar aulas.
ROGÉRIO WERZIGNASSE

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010


A família de um estudante de 18 anos registrou um boletim de ocorrência na noite de ontem em Fernandópolis, no interior de São Paulo, após o rapaz ser obrigado a beber álcool combustível durante um trote estudantil. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o jovem compareceu à delegacia com a roupa rasgada, sem camisa, com o rosto todo pintado e aparentemente embriagado.

Durante depoimento, o aluno contou que estava em sua primeira aula do curso de veterinária na Universidade Unicastelo quando vários veteranos entraram na sala e o tiraram à força do local. Os alunos retiraram o tênis da vítima e rasgaram sua roupa, além de dar tapas no rosto e obrigar a tomar bebida alcoólica.

Segundo o calouro, depois disso ele foi levado para a Avenida dos Expedicionários Brasileiros, onde foi obrigado a pedir dinheiro aos motoristas e ingerir álcool combustível, além de fumar. Caso ele não obedecesse as ordens, ele seria excluído do grupo.

Alunos do quinto ano de veterinária que teriam participado do trote deverão ser ouvidos nesta semana. De acordo com a assessoria da Unicastelo, será feita uma sindicância para apurar quais alunos participaram ou permitiram a realização do trote. Estes estudantes vão perder a vaga na universidade, informou a assessoria.